S2-->Quem sou eu? Alguém inexistente, apenas alguém. No meu íntimo ambíguo observo a vida passar por mim sem nenhuma participação de minha parte, sou apenas uma observadora analítica com desejo de ser notada, de ser alguém de verdade, mas sem qualquer esperança...
S2-->Como dizem que a esperança é a ultima que morre, eu morri antes... Virei indigente sem memórias, nômade da morte...
S2-->Vago por aí sem rumo nem meta, as alegrias transpassam-me sem me dar a chance de contemplá-las, ...
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S2-->Todavia não vejo nenhuma razão para eu deixar de gostar de mim; pois 90% das coisas que faço realmente eu me arrependo, mas 87% das coisas que me arrependo com certeza eu faria tudo de novo igualzinho da primeira vez. Há certos erros que não valem a pena serem evitados, eles te dão certas experiências indispensáveis e momentos recordáveis, te dão mais segurança ou talvez mais insegurança te impedindo de cometer erros piores. Erros são importantes demais para não se viver... Por isso, EU SOU MAIS EU, não importando a circunstância ou a burrada, o mico ou a mancada, não me importa também se não sou bonita ou gostoza, se não sou simpática ou divertida, se não sou rica ou na moda. Pessoas não são feitas de padrões de beleza, pois isso são apenas regras da sociedade, regras sem sentido, e eu não gosto de seguir regras... Pessoas são feitas de defeitos, pois é isso que as distinguem, isso que realmente conquista, é isso que realmente se ama...